EVANGELHO DO PROXIMO DOMINGO - 24 de Outubro de 2010


Domingo 04 Dezembro 2011
- Evangelho segundo S. Marcos 1,1-8.
Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
Conforme está escrito no profeta Isaías: Eis que envio à tua frente o meu mensageiro,a fim de preparar o teu caminho.
Uma voz clama no deserto: 'Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.’
João Baptista apareceu no deserto, a pregar um baptismo de arrependimento para a remissão dos pecados.
Saíam ao seu encontro todos os da província da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém e eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.
João vestia-se de pêlos de camelo e trazia uma correia de couro à cintura; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.
E pregava assim: «Depois de mim vai chegar outro que é mais forte do que eu, diante do qual não sou digno de me inclinar para lhe desatar as correias das sandálias.
Eu baptizei-vos em água, mas Ele há-de baptizar-vos no Espírito Santo.»

Quinta-Feira 08 Dezembro 2011 - IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA, Padroeira principal de Portugal - Solenidade

Evangelho segundo S. Lucas 1,26-38.
Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,
a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria.
Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.»
Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação.
Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus.
Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus.
Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David,
reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.»
Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?»
O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus.
Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril,
porque nada é impossível a Deus.»
Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.

Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

video 

Um SANTO e FELIZ NATAL
para todos, 

 são os votos sinceros
dos Jovens da Paróquia de Paço de Arcos.

O AMOR VENCE!

Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

As Relíquias da Paixão de Jesus Cristo

Autor; Roberto Kasuo - http://www.arautos.org


Cravos, lança, coroa de espinhos....
O
nde se encontram essas preciosas lembranças da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo? Façamos, uma devota "peregrinação" à Cidade Eterna.


Todas as relíquias de Jesus Cristo, mesmo o mais simples objectos, impressionam e comovem a alma cristã, infundem profundo respeito e, ao mesmo tempo causam intensa atração. A sede de divino, inerente a todo homem, sente-se em algo atendida, ao contemplar uma delas.

Dessas inapreciáveis relíquias, o Santo Sudário de Turim é talvez a mais conhecida, em razão das reiteradas tentativas de negar sua autenticidade, todas, aliás frustradas por rigorosos testes científicos. Tudo isso foi noticiado pela grande imprensa, já de conhecimento público.

As provas científicas tem, é claro, seu valor. Mas o homem de coração recto, ao olhar para o Santo Sudário, encontra uma prova incalculavelmente mais valiosa de sua autenticidade. Qual pintor seria capaz de imaginar, de "criar" aquela fisionomia? Tanta grandeza e serenidade naquele rosto, tanto perdão e tanta censura naqueles olhos fechados, não é dado a homem algum inventar. Olha-se e crê-se! É a face de Jesus!
Escada Santa

Entretanto, muito menos conhecidas são as preciosas relíquias do Divino Mestre que um peregrino pode encontrar em Roma. Nesse sentido, é a Cidade Eterna um verdadeiro escrínio.

A pequena distância da magnífica Basílica de São João de Latrão, poderá o fiel devotamente subir de joelhos os degraus da Escada Santa, levada de Jerusalém para Roma, Trata-se da escada do Palácio de Pôncio Pilatos, pela qual subiu Jesus quando foi apresentado à turba ululante depois da Flagelação. - o "Ecce Homo". Inclusive, estão assinalados três pontos onde se vê a marca do divino sangue sobre o mármore branco dos degraus, agora revestidos de madeira.

Como não se comover imaginando o Homem-Deus, todo chagada, subindo por ela? Ao longo dos séculos, continuamente, gerações e gerações de enlevados fiéis tem subido de joelhos esses 28 degraus, pedindo perdão por seus próprios pecados, ou oferecendo um ato de reparação ao Divino Redentor.

Igreja da "Santa Cruz de Jerusalém"

Saindo da Scala Santa, pode o peregrino dirigir-se a uma igreja próxima, a da Santa Cruz de Jerusalém, mandada construir em Roma pela mãe do Imperador Constantino, Santa Helena, para abrigar as relíquias da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, trazidas por ela da Terra Santa.

Em uma pequena capela, nos fundos da igreja, estão expostas essas preciosas relíquias. São elas:
"Igreja Santa Cruz de Jerusalém"
Uma parte da Santa Cruz

Dirigiu-se Santa Helena à Terra Santa com o piedoso intuito de encontrar a Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi informada de que provavelmente ela estaria no local do Santo Sepulcro, pois os romanos costumavam enterrar junto ao corpo do condenado os instrumentos utilizados no suplício.

Para impedir a devoção dos primeiros cristãos, o Santo Sepulcro fora coberto de entulho, sendo construído ao lado um templo para Vênus, e uma está tua para Júpiter!

Por ordem de Santa Helena, esse templo foi destruído e a estátua feita em pedaços. Em seguida, iniciaram-se as escavações. No dia 3 de maio de 326, foram encontradas no local três cruzes. Tudo indicava serem a de Nosso Redentor e as dos dois ladrões. Como, porém, saber qual a de Jesus?

Nessa perplexidade, ocorreu uma solução ao Bispo Macário: mandou tocar uma delas numa mulher muito doente, certo de que a Providência se manifestaria para revelar qual a verdadeira Santa Cruz. Ao contato com a primeira e a segunda, nada ocorreu. Quando, porém, lhe foi tocada a terceira, a mulher imediatamente recobrou por completo a saúde. Não havia mais dúvida.

Jubilosa, a Imperatriz fez erigir no local a grandiosa Basílica da Santa Cruz, também chamada Igreja do Santo Sepulcro ou da Ressurreição, onde ficou guardada a principal parte da Cruz.

Outra parte foi enviada para Constantinopla, onde Constantino a recebeu com grande devoção. Tomado de respeito por essa relíquia, o monarca proibiu desde então o suplício da crucifixão em todo o Império Romano.

A mãe do Imperador levou para Roma o restante. Um importante fragmento é venerado até hoje na mencionada "Igreja da Santa Cruz de Jerusalém", outro na Basílica de São Pedro.
Relíquias da Paixão que se conservam na"Igreja da Santa Cruz de Jerusalém"
Nela , em valiosíssimo relicário conservam-se um fragmento da coluna da flagelação, um dos cravos, o dedo de S. Tomé, uma parte da Sta. Cruz, um espinho da coroa, a tabuleta INRJ

Foram encontrados no mesmo local os cravos usados para pregar na Cruz o Divino Redentor. O Imperador Constantino incrustou um desses cravos em rico diadema de pérolas, usado por ele em ocasiões solenes. Em 550, os outros foram levados para Roma, pelo futuro Papa São Gregório Magno. Um deles é venerado no escrínio da "Igreja da Santa Cruz de Jerusalém".


A tabuleta INRJ

Nesse mesmo escrínio o peregrino poderá contemplar também a tabuleta com a inscrição "Jesus Nazareno Rei dos Judeus" - em hebraico, grego e latim - mandada fixar por Pilatos na Cruz do Salvador.








Um Espinho
da Coroa

Ao contrário do que se julga, comumente, a Coroa de Espinhos de Nosso Senhor não tinha a forma de um diadema, mas a de um barrete, com 21 cm de diâmetro, cobrindo-Lhe toda a cabeça. É feita de ramos de longos espinhos trançados. Depois de colocá-la na adorável fronte de Jesus, os algozes golpearam-na de modo a provocar grandes ferimentos, como pode ser atestado pelas manchas de sangue no Santo Sudário.

A Coroa permaneceu na Basílica do Monte Sião, em Jerusalém, até 1053, quando foi levada para Constantinopla. Em 1238, o Imperador Balduíno II entregou-a - juntamente com a ponta da lança de Longinus - como penhor de empréstimo contraído com bancos de Veneza. De comum acordo com esse Imperador, São Luís IX, Rei de França, resgatou a referida dívida e recebeu em seu país as duas preciosas relíquias, com todas as demonstrações de veneração. O próprio rei, a rainha-mãe, inúmeros prelados e príncipes foram encontrá-los perto da cidade de Sens. São Luís e seu irmão, Roberto d'Artois, descalços, as levaram até a Catedral de Santo Estevão, nessa cidade.

Desejoso de acolher em lugar digno tão inestimáveis relíquias, o Rei santo fez construir em Paris uma verdadeira jóia da arquitectura gótica: a Sainte Chapelle (Capela Santa), uma maravilhosa igreja de vitrais, que extasia todos quantos tem a ventura de conhecê-la.

Actualmente, a Coroa de Espinhos está nos Tesouros da Catedral de Notre Dame de Paris.Em Roma encontra-se apenas um desses espinhos.


A Coluna da Flagelação

Do portal de Santa Maria Maior, já se avista a Igreja de Santa Praxedes. Singela na aparência, o que conterá ela?

Por um corredor se chega a uma pequena capela, Aí, em uma coluna bem iluminada, está exposta a Coluna da Flagelação. É impressionante1 Sua simplicidade é eloqüente. Sem ornato algum, comove profundamente.

Tem apenas 50 cm de altura, 32 cm de largura na base e 20 cm no topo, onde há uma argola de ferro na qual eram atados os supliciados. É feita de mármore branco com grossos grãos pretos.

No Santo Sudário de Turim, contam-se as marcas de mais de cem golpes de flagelo recebidos por Nosso Senhor.
A Coluna da Flagelação foi levada para Roma em 1213, no tempo do Papa Inocêncio III.
Coluna da Flagelação

A has
te da Santa Lança

Descoberta no Santo Sepulcro, a Lança com a qual o centurião Longinus perfurou o lado do Senhor dói levada de Jerusalém para Antioquia. Na iminência da invasão moura, mãos piedosas a enterraram atrás do altar da Igreja de São Pedro. Durante a Primeira Cruzada, em 1907, os cristãos encontravam-se sitiados nessa cidade, em perigosa situação. Então, um mone que teve revelação sobrenatural, indicou o,local onde ela estava enterrada. Sua descoberta despertou o entusiasmo e deu novas energias aos cruzados, que derrotaram em seguida os sarracenos.

Já vimos, acima, como a ponta da Sagrada Lança foi levada para Paris e depositada, junto com a Coroa de Espinhos, na Sainte Chapelle. Durante a Revolução Francesa, infelizmente essa preciosa relíquia desapareceu.

A haste permaneceu em Constantinopla, mesmo depois da tomada da cidade pelos turcos. E em 1492, o sultão Bajazet enviou-a ao Papa Inocêncio VIII, esclarecendo que a ponta se encontrava em poder do rei da França.

Atualmente essa haste é venerada na Basílica de São Pedro, ao lado de uma estátua de São Longinus, o centurião mártir.

A benfazeja proximidade do sobrenatural

A impressão da proximidade do sobrenatural, do amor de um Deus que se encarnou e sofreu o inimaginável para nos salvar, pervade e perfuma a alma do fiel que, contrito, contempla uma a uma as relíquias de nosso Divino Redentor.

Terminada essa "peregrinação" pelas relíquias de Jesus, nos resta na alma uma valiosa conclusão.

Por vezes, assalta-nos a sensação de que Deus está distante, pouco acessível a nossos pedidos ou orações. Nada de mais falso e pernicioso para a vida espiritual! Deus está próximo de nós e ouve as nossas súplicas como se fossem as de um filho único, extremamente amado.

(Revista Arautos do Evangelho, Março/2004, n. 27, p. 34 à 37)




Procurando um templo à altura das relíquias da Santa Cruz, Santa Helena cedeu o seu próprio palácio para ser transformado em Basílica.

Autor; Victor Hugo Toniolo - http://www.colegioarautos.org.br

Se penetrássemos nas brumas da História e retornássemos ao longínquo ano de 270, encontraríamos numa hospedaria de Drepanum, na Bitínia, uma graciosa menina. Cheia de encanto e pudor, era o maior tesouro de seus pais.

De tal modo suas virtudes resplandeciam, que o Imperador romano Constâncio Cloro, ao ver seu semblante, decidiu tomá-la por esposa. Desse modo, a jovem Helena tornouse imperatriz e deu à luz um filho, a quem chamou Constantino.

Na corte, conheceu a religião cristã e converteu-se. Seu Baptismo contrariou muitíssimo o imperador, que a repudiou como esposa. Assim, Helena passou, de repente, de uma situação brilhante para uma existência envolta em sombras. Restava-lhe apenas o consolo do amor que seu filho por ela nutria.

Após alguns anos, porém, Constantino sucedeu a seu pai Constâncio no trono imperial. Encantado, como sempre, pelas virtudes de sua mãe, chamou-a imediatamente à corte, concedeu-lhe o título de Augusta e deu-lhe um suntuoso palácio, em Roma, o Sessorianum.

Como boa mãe, Santa Helena quis aproximar o filho da fé católica. Mas ele relutava, tomado por outras preocupações. Contudo, Deus nunca deixa de ouvir as orações de uma mãe e, com o milagre de Ponte Milvio, Constantino abriu-se para a fé.

Após a proclamação do Edito de Milão - o qual, naturalmente, contou com o concurso de Santa Helena - ela obteve de seu filho uma ordem para a destruição dos templos pagãos que Adriano, muito tempo antes, havia mandado erigir sobre o Calvário e sobre o Santo Sepulcro, a fim de sufocar o culto cristão.

Seu coração, porém, queria mais. Helena não podia suportar o abandono dos Lugares Santos. Assim, tomada de santa coragem, empreendeu uma longa e perigosa viagem, com o intuito de resgatar a memória e as relíquias da Paixão de Cristo.

Santa Helena encontra a verdadeira Cruz

"Dirigindo-se ao Gólgota, os soldados que a acompanhavam viram aquela velha mulher, aquela velha mãe, caminhar entre os escombros, ajoelharse entre as ruínas, e dizer: ‘Eis o lugar da batalha: onde está a vitória? Eu estou sobre um trono, e a Cruz do Senhor no pó? Eu estou em meio ao ouro, e o triunfo de Cristo entre as ruínas? Vejo o que fizestes, demônio, para que fosse sepultada a espada que te derrotou'!"

Com estas palavras Santo Ambrósio relata a chegada de Santa Helena ao Calvário. Tal fé não poderia deixar de ser recompensada. Com efeito, guiada pela luz do Espírito Santo, a imperatriz encontrou a verdadeira Cruz do Salvador, bem como as outras relíquias da Paixão.

Conforme narra a tradição, ela ordenou que o Santo Lenho fosse dividido em três partes: deixou uma em Jerusalém, mandou outra para o filho em Constantinopla, e levou consigo a terceira para Roma, com diversas outras relíquias.

A Basílica Sessoriana

Chegando à Cidade Eterna, era necessário edificar um templo que estivesse à altura de custodiar tão santas e excelsas maravilhas. Santa Helena não titubeou, e cedeu para essa finalidade o seu próprio palácio - o Sessorianum - o qual tinha sido, em época anterior, residência dos imperadores.

Coordenando pessoalmente os trabalhos, fez com que a sala mais nobre do palácio fosse transformada numa basílica. Com santa generosidade, cedeu os seus próprios aposentos para serem transformados em capela, em cujo pavimento verteu a terra que havia trazido do Calvário, e onde depositou a relíquia da Cruz.

Tendo-se iniciado grande afluxo de peregrinos, o lugar começou a ser conhecido como Basílica Sanctae Crucis in Hierusalem (Basílica da Santa Cruz de Jerusalém), nome dado pelo fato de ali estar a relíquia da Cruz, bem como a terra do Calvário.
Os romanos, porém, insistiam em chamá-la "Basílica Sessoriana". Até hoje permanecem as duas denominações.

Ritos e documentos confirmam a tradição

A Capela das Relíquias, com o passar do tempo, passou a ser chamada "Capela de Santa Helena", pois ali tinham sido seus aposentos.

Existem vários documentos que comprovam a descoberta, transladação, conservação e veneração da relíquia da Santa Cruz. E cada fragmento dela retirado ao longo dos séculos foi devidamente registrado.

Também os diversos ritos de Adoração do Santo Lenho o atestam. Nos tempos antigos, o ritual pontifício estabelecia que as cerimônias da Sexta-Feira Santa se celebrassem na Basílica in Hierusalem. Para ela se dirigia em procissão o Papa , descalço, desde a Basílica de São João de Latrão, acompanhado pelo clero e pelo povo, para adorar o Lenho da verdadeira Cruz. Também no dia 14 de setembro, Festa da Exaltação da Santa Cruz, ali se realizavam - e ainda se realizam - especiais ritos.

A Basílica Sessoriana na actualidade

Ao longo de seus 16 séculos de vida, a Basílica sofreu diversas transformações, tornando difícil hoje em dia imaginar como seria a estrutura da Domus Sessoriana. As próprias relíquias, por diversos motivos, foram transladadas para uma nova capela - o Santuário da Cruz - construída no recinto da sacristia.

Com o tempo, outras relíquias foram levadas para a Basílica Sessoriana: o Título da Cruz (tabuleta com uma parte da inscrição "Jesus Nazareno Rei dos Judeus"), um cravo, dois espinhos da coroa, o patíbulo do Bom Ladrão, um dedo de São Tomé, bem como fragmentos da Gruta de Belém e da Coluna da Flagelação.

Por tudo isso, quando o Papa João Paulo II a visitou, em 25 de Março de 1979, exclamou: "Este é o verdadeiro Santuário da Cruz de Cristo!"

(Revista Arautos do Evangelho, Set/2006, n. 57, p. 24-25)


Festa de Santa Helena 18 de Agosto

Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

Bento XVI aos estudantes católicos: não sejam medíocres, sejam santos

Autor; ZENIT.org


“Todos querem
a felicidade, mas muita gente nunca a encontra”

“Espero que entre os que me escutam hoje esteja algum dos futuros santos do século XXI”, disse o Papa Bento XVI nesta sexta-feira para cerca de 4 mil estudantes católicos britânicos.

“Quando os convido a ser santos, peço que não se conformem em ser de segunda linha” – afirmou –, mas que aspirem a um “horizonte maior”. “Não se conformem em ser medíocres”.

Acompanhado do bispo de Nottingham e presidente da Comissão Episcopal de Ensino, Dom Malcolm P. McMahon, o Papa falou aos estudantes no campo desportivo do St Mary’s University College. Uma conexão o ligava a todas as escolas católicas britânicas.

“Não é frequente que um Papa ou outra pessoa tenha a possibilidade de falar de uma vez só aos alunos de todas as escolas católicas da Inglaterra, País de Gales e Escócia”, começou seu discurso. “Como tenho esta oportunidade, há algo que desejo enormemente lhes dizer”. Foi então que o Papa afirmou esperar que entre os que o ouviam estivesse “algum dos futuros santos do século XXI”.

“O que Deus deseja mais de cada um de vós é que sejam santos. Ele os ama muito mais do que jamais poderiam imaginar e quer o melhor para vocês. E, sem dúvida, o melhor para vocês é que cresçam em santidade”, disse.

“Talvez algum de vocês nunca antes tenha pensado nisso” – admitiu –, convidando-lhes a se perguntar “que tipo de pessoa” gostariam de ser de verdade.

“Ter dinheiro possibilita ser generoso e fazer o bem no mundo, mas, por si mesmo, não é suficiente para fazer feliz. Estar altamente qualificado em determinada atividade ou profissão é bom, mas isso não os preencherá de satisfação, a menos que aspirem a algo maior. Chegar à fama não faz feliz”.

“A felicidade é algo que todos querem, mas uma das maiores tragédias deste mundo é que muita gente jamais a encontra, porque busca a felicidade nos lugares errados”, afirmou Bento XVI.

Por isso – recordou –, “a verdadeira felicidade encontra-se em Deus. Precisamos ter o valor de pôr nossas esperanças mais profundas somente em Deus, não no dinheiro, na carreira, no êxito mundano ou em nossas relações pessoais, mas em Deus. Só Ele pode satisfazer as necessidades mais profundas de nosso coração”.

O Papa convidou os jovens a serem “amigos de Deus”. “Quando se começa a ser amigo de Deus, tudo na vida começa a mudar. À medida que o conhecem melhor, percebem o desejo de refletir algo de sua infinita bondade em sua própria vida”.

“Quando tudo isso começa a acontecer, vocês estão no caminho da santidade”, afirmou o Papa.

Neste sentido, convidou-os a ser “não só bons estudantes, mas bons cidadãos, boas pessoas”.

“Não se contentem em ser medíocres. O mundo necessita de bons cientistas, mas uma perspectiva científica torna-se perigosa se ignora a dimensão religiosa e ética da vida, da mesma maneira que a religião se converte em limitada se rejeita a legítima contribuição da ciência em nossa compreensão do mundo”.

“Precisamos de bons historiadores, filósofos e economistas, mas se sua contribuição para a vida humana, dentro de seu âmbito particular, enfoca-se de modo demasiado reduzido, pode nos levar por mau caminho”, explicou o Papa.

O pontífice também se dirigiu aos alunos não católicos que estudam nas escolas católicas, convidando-os a “se sentir movidos à prática da virtude” e a crescer “no conhecimento e na amizade com Deus junto de vossos companheiros católicos”.

“Vocês são para eles um sinal que recorda esse horizonte maior que está fora da escola, e, de fato, é bom que o respeito e a amizade entre membros de diferentes tradições religiosas forme parte das virtudes que se aprendem em uma escola católica”, concluiu.


LONDRES, sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

Santo Graal - Cálice de Valência

Santo Graal - A História do Santo Cálice

Autor: http://www.catedraldevalencia.es


Tanto pelos dados
arqueológicos, como pelo testemunho da Tradição e dos documentos que se possuem, é perfeitamente plausível que, esta bela taça seja a que esteve nas mãos do Senhor quando, na véspera de sua paixão, tomou o pão em suas santas e veneráveis mãos e levantando os olhos ao céu, para Deus, seu Pai Omnipotente, deu graças, o abençoou, partiu e deu-o aos seus discípulos dizendo:
“Tomai, todos, e comei: Isto é o Meu Corpo, que será entregue por vós”. Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice , deu graças e deu-o a seus discípulos, dizendo: “Tomai todos, e bebei: Este é o cálice do Meu Sangue, o Sangue da Nova e Eterna Aliança que será derramado por vós e por muitos para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de Mim.” (Oração Eucarística I, Canon Romano. Cf. Mateus 26, 26-29; Marcos 14, 22-25; Lucas 22, 15-20 e I Coríntios 11, 23-25)

A primeira impressão

O Santo Cálice de Valência desperta, ao mesmo tempo, sentimentos de admiração e cepticismo. O visitante sente-se cativado pela beleza do Graal; a sua perfeita e excepcional forma, os detalhes em ouro, as pérolas e pedras preciosas. O visitante vem com a cabeça cheia de lendas, filmes e até está prevenido pelos romances e literatura pseudo-científica de temas "graálicos”.

Mas também com cepticismo:
"Será este cálice, de aparência medieval, a taça da Última Ceia? Porque está em Valência? Será apenas um dos muitos alegados Graais? Porque é que não é tão famoso como o santo Sudário de Turim ou a túnica de Tréveris?" E muitas outras perguntas ouvimos na Catedral.

A aparência não nos deve enganar

Na realidade a relíquia é a parte superior,que é uma taça de ágata, castanha escura, finamente polida. É um vaso Alexandrino que os arqueólogos consideram de origem oriental (100 – 50 a.C.).

Esta é a conclusão do Prof. Antonio Beltrán, publicada em 1960 sob o nome de “El Santo Cálize de la Catedral de Valência”. Esta conclusão nunca foi refutada e é a base de todo o conhecimento e aumento de respeito pelo Santo cálice.

As asas e o pé de ouro gravado, são posteriores (muito). A base de alabastro de arte islâmica é diferente da taça. Estas, assim como as jóias que adornam a base, são medievais. As dimensões são modestas: 17 cm de altura; 9 cm de largura. A base elíptica mede 14,5 x 9,7 cm.

Existem cálices de pedras semi-preciosas de origem bizantina que são conservados em Veneza e noutros lugares. Em Espanha existem réplicas semelhantes dos séculos XI e XII. Tratam-se de alfaias litúrgicas, envolvidas em ouro e prata com o interior revestido de metal.

Contudo, ao compor o cálice de Valência, os ourives enfatizam a taça, sem ornamentos, com grandes asas para transporta-la sem tocar no precioso e delicado vaso de pedra translúcida.


A tradição dos primeiros séculos

A Tradição diz-nos que esta taça é aquela que foi utilizada pelo Senhor na Última Ceia para a instituição da Eucaristia, foi logo levada para Roma por São Pedro e conservada pelos Papas seguintes até São Sixto II.
No séc. III, através de S. Lourenço, diácono espanhol, Sixto II foi enviado para Huesca (terra natal de S. Lourenço), para se salvar da perseguição do Imperador Valeriano. A presença do Santo Cálice em Roma é evidenciada pela frase do Cânon Romano mencionada anteriormente: "Tomou este cálice glorioso” (“praeclarum hoc calicem”); expressão venerável que não encontramos em outras anáforas antigas, e não podemos esquecer que a oração eucarística romana é uma tradução latina da oração da língua grega, pois esta foi a língua oficial da Igreja de Roma até ao Papa São Dâmaso, no século V.

A história do Santo Cálice em Espanha

Durante a invasão muçulmana (a partir do ano 713) o cálice foi escondido na região dos Pirenéus, depois em Yebra, Siresa, Santa Maria de Sasabe (hoje, San Adrián) Bailio e, finalmente, no mosteiro de San Juan de la Peña (Huesca), onde um documento do ano 1071 menciona um precioso cálice feito de pedra.

A relíquia foi entregue em 1399 ao Rei de Aragão, Martín, “o Humano”, que o manteve no palácio real da Alfajería de Zaragoza e, depois no Palácio Real de Barcelona, até a sua morte em 1410. O cálice sagrado é mencionado no inventário de seus bens (Manuscrito 136, de Martín, o Humano. Arquivos da Coroa de Aragão. Barcelona, que descreve a história do cálice sagrado). Próximo de 1424, o segundo sucessor de Don Martín, o rei Alfonso V, "o Magnânimo", entregou o relicário real ao Palácio de Valência. Devido à sua estada em Nápoles, foi entregue com as demais relíquias régias à Catedral de Valência, no ano 1437 (Volume 3532, fol.36 v. Do Arquivo da Catedral).


Inscrição árabe em caracteres cúficos. Transcreve-se: li-izahirati ou lilzáhira: "para o que reluz"


O Santo Cálice em Valência

Foi conservado e venerado durante muitos séculos entre as relíquias da Catedral e até o século XVIII foi utilizado para conter a forma consagrada na Quinta-feira Santa. Durante a Guerra da Independência, entre 1809 e 1813, o cálice foi levado para Alicante, Ibiza e Palma de Maiorca, escapando aos invasores napoleónicos. Em 1916, foi finalmente instalado na antiga Casa Capitular, mais tarde chamada de Capela do Santo Cálice. Esta exposição pública permanente da relíquia sagrada tornou possível o conhecimento da sua existência, a nível mundial. Enquanto permaneceu reservado no relicário da Catedral, houve pouca informação sobre a sua existência.
Durante a Guerra Civil (1936-1939) esteve escondido no povoado de Carlet. Papa João XXIII concedeu indulgência plenária no dia da sua festa anual; o Papa João Paulo II celebrou a Eucaristia com o Santo Cálice durante sua visita a Valência em 8 de Novembro de 1982, tal como Sua Santidade Bento XVI que celebrou a Eucaristia durante o V Encontro Mundial das Famílias, em 8 de Julho de 2006.


É autêntico?

Já dissemos que a crítica negativa afirma que já no tempo de Jesus era uma antiguidade valiosa. Há uma tradição judaica que nos dá um dado importante; De facto, ainda nos tempos de hoje cada família judaica conserva a “taça da bênção” para a Páscoa e orações sabáticas. Os Evangelhos dizem-nos que Jesus celebrou o rito pascal numa sala decorada, mobilada com divãs (Mt.14,15). Não seria estranho se a família que O acolheu não pusesse diante do Senhor a preciosa taça familiar para que pronunciasse as bênçãos rituais que se tornou na primeira consagração eucarística do vinho no Sangue do Redentor? Temos visto cenas demasiadamente “pobres” da Última Ceia, com os discípulos sentados no chão e Jesus tomando nas Suas mãos uma humilde taça de barro... mas não foi assim.

Assim, pois, os apóstolos e os primeiros cristãos puderam identificar a taça da primeira Eucaristia e conserva-la apesar da sua fragilidade. Como pôde ser conservada intacta durante o crucial primeiro milénio, senão protegida pela memória de um mistério sacratíssimo?


As lendas do Graal

O tema da busca do Graal, objecto maravilhoso e fonte de vida, é fundamental na literatura franco-germânica da idade média e a sua origem está descrita , sobretudo, nas obras de Chretien de Troyes que deixou inacabada, em 1190, a sua obra “Perceval, A história do Graal”. Aqui não se explica a origem desta jóia. Foi o poeta Wolfram Von Eschenbach quem lhe deu a forma de cálice no seu poema; “Perceval, o Galês”. Acredita-se que iniciou o seu Parsifal nos princípios do século XIII, em Wartburg, castelo mítico, berço de poetas e trovadores e que o finalizou em 1215. Ali, Wolfram compôs a sua obra prima onde estes artistas românticos possuíam três regras principais como fonte de inspiração; Deus; seu senhor e a mulher amada. Wolfram von Eschenbach foi o príncipe dos trovadores, juntamente com Walter Von der Volgelweide e Heinrich Tannhäuser.
Recentes investigadores, como Michael Hesemann (“Die Entdeckung dês Heiligen Grals. Das Ende einer Suche”, Ed. Pattloch, 2003), colocam a origem destas lendas em Espanha e sobre a base do cálice feita de ágata (pedra) de San Juan de La Peña. Não podemos esquecer que foram estas a fonte de inspiração para as grandes obras poético-musicais de Richard Wagner: "Tannhäuser", "Parsifal" e "Lohengrin".

Um tema da actualidade

Se a literatura "graálica" medieval encontrou na busca do cálice sagrado,um símbolo de purificação e de renúncia para alcançar a perfeição pessoal e a salvação, vemos nestes últimos anos, aparecer romances fingidamente históricos e toda uma literatura esotérica que faz do Graal um objecto obscuro ou uma tradição secreta de séculos que conservaria a verdadeira essência do Cristianismo ou a verdadeira história de Jesus de Nazaré. Parece que o que a crítica liberal e o materialismo anti-religioso não conseguiu, seria possível de concretizar com esta pseudo-divulgação para destruir a fé pura da Igreja em Jesus Cristo, o Senhor. Deste modo, a suspeita e a falsidade pretendem ofuscar o que foi e deve continuar a ser um ícone da cultura cristã.

Razão pela qual, o cálice de Valência com sua autenticidade arqueológica , sua tradição com elementos maravilhosos, nos remete à época de Jesus e nos relembra a instituição da Eucaristia como momentos históricos que transcendem o tempo e chegam até nós como mistério de salvação. Assim, o vivemos quando a sagrada relíquia é trasladada da sua preciosa capela, a antiga sala capitular (século XIV), até ao altar-mor na celebração da Santa Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa e na festa solene na última quinta-feira do mês de Outubro.
Esta é a mensagem que se deseja proclamar desde a Catedral de Valência, com o apoio de beneméritas associações como a Real Irmandade e a Confraria do Santo Cálice que, junto com o Cabido Metropolitano, mantêm o culto e a difusão da devoção do Santo Cálice que se expressa em peregrinações de paróquias e entidades religiosas e cívicas, todas as semanas, na celebração da “quinta-feira do Santo Cálice”.




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